Como verificamos
Os critérios que seguimos em todas as verificações, para qualquer religião ou instituição.
Verificamos fatos, não crenças
O Confere Fé verifica afirmações factuais: acontecimentos, declarações atribuídas a pessoas ou instituições, documentos, datas, números, locais, decisões e campanhas de arrecadação.
Não julgamos se crenças, doutrinas, interpretações religiosas ou experiências espirituais são verdadeiras ou falsas. Quando uma mensagem mistura fé e fatos, verificamos apenas a parte factual e explicamos o limite da checagem.
Uma afirmação de cada vez
Uma mesma mensagem pode ter várias afirmações — algumas corretas, outras não. Por isso, cada afirmação é analisada e recebe o seu próprio resultado.
Quatro perguntas diferentes
Para cada afirmação, separamos:
- Origem: o documento, print ou imagem é autêntico ou foi alterado?
- Autoria: a pessoa ou instituição realmente disse ou publicou aquilo?
- Veracidade: o conteúdo corresponde aos fatos?
- Contexto: a data, o local e a situação em que se aplica estão corretos? A informação ainda é atual?
Um comunicado pode ser autêntico e ter sido publicado pela instituição, mas ser antigo ou valer só para outra região. Separar essas perguntas evita conclusões apressadas.
Fontes identificadas e datadas
- Cada evidência indica a fonte, a data de publicação (quando existir) e a data em que foi consultada.
- Preferimos fontes primárias: o documento original, a publicação oficial, a gravação completa, o registro público.
- Uma fonte oficial comprova o que a instituição publicou; ela não resolve sozinha todas as alegações sobre a instituição.
- Fontes indisponíveis ou fora do ar são registradas como tal — não contam a favor nem contra.
Cópias não são fontes independentes
Quando várias páginas reproduzem o mesmo texto, elas contam como uma fonte. Procuramos a origem da informação. A quantidade de compartilhamentos, curtidas ou visualizações também não é prova de nada.
Não confirmado não significa falso
Não encontrar uma informação não prova que ela seja falsa. Quando as evidências não bastam para confirmar nem para contradizer, o resultado é Não confirmado — e explicamos o que foi procurado.
Os resultados
Não atribuímos porcentagem ou nota de “verdade”. Cada afirmação recebe um destes resultados:
- Confirmado por evidências
- Evidências independentes e adequadas sustentam a afirmação no contexto apresentado.
- Contradito por evidências
- Evidências independentes e adequadas mostram que a afirmação não corresponde aos fatos.
- O fato ou documento existe, mas foi apresentado com data, local, autoria ou alcance diferentes dos reais.
- Não confirmado
- Não encontramos evidências suficientes para confirmar nem para contradizer. Isso não significa que seja falso.
“Recebido”, “Em análise” e “Aguardando revisão” são etapas do trabalho, não conclusões sobre a veracidade.
Revisão humana e casos sensíveis
Nenhuma checagem é publicada automaticamente. Uma pessoa da equipe revisa cada análise antes da publicação. Acusações, notícias de falecimento, pedidos de dinheiro e outros casos sensíveis exigem a revisão de uma segunda pessoa, diferente de quem fez a análise.
Inteligência artificial como apoio
Ferramentas de inteligência artificial poderão ser usadas para ajudar a organizar a pesquisa e sugerir caminhos. Elas não têm autoridade editorial: não decidem resultados, não publicam nada e não são tratadas como fonte. Toda sugestão precisa ser conferida por uma pessoa e apoiada em evidências verificáveis.
Correções e reavaliação
Podemos errar. Quando surgir evidência nova ou identificarmos um erro, a checagem é reavaliada e a correção fica visível, com data e explicação. A versão anterior não é apagada em silêncio. Veja a página de correções.
Imparcialidade
Os mesmos critérios valem para qualquer religião, denominação ou instituição — e também para quem não tem religião. Usamos linguagem descritiva e respeitosa, e integrantes da equipe não revisam casos em que tenham conflito de interesse.